A nossa casa
Nossa casa, nosso abrigo e porto seguro, nosso referencial.
Enquanto os animais vivem em seus ambientes naturais, nós, os humanos, projetamos e construímos nossas habitações segundo padrões sociais, estéticos e culturais.
A procura por uma morada data da pré-história, quando o homem primitivo passou a ocupar as formações naturais, as cavernas, buscando abrigo contra intempéries e animais, auxiliados pelo fogo recém descoberto que lhes proporcionou luz e calor.
Ao redor do fogo, provavelmente, iniciou-se o processo de desenvolvimento da linguagem, o hábito de cozinhar os alimentos e a socialização.
Descobertas arqueológicas nos remetem aos anos de 20000 a.C. a 15000 a.C., período em que foram representados nas paredes e tetos das cavernas, em relevos e pinturas, principalmente animais de forma estilizada.
A evolução da moradia e a transformação do meio ambiente sofreram interferência do homem, passando das primitivas construções de pedras empilhadas, argila e junco, estruturas de ossos ou presas de mamutes cobertas com peles, às cabanas, chegando às casas e aos prédios de apartamentos atualmente construídos empregando os mais diversos e complexos sistemas estruturais e tecnológicos hoje conhecidos.
Nós, seres humanos, necessitamos de um lugar para onde possamos voltar ao final do dia e ali descansar, relaxar e planejar. Um lugar onde possamos nos alimentar física e espiritualmente.
Nossa casa, nosso refúgio, nosso domicílio. O nosso espaço, com o nosso jeito, com os nossos pertences, com nossa identidade, com nossa família, espaço que nos dias atuais também podem nos servir de local de trabalho e lazer.
Segundo a professora de filosofia da PUC-SP, Dulce Critelli, "a habitação é tão essencial na vida do ser humano que, quando a pessoa muda de casa, muda de vida. [...] Minha casa nada mais é do que eu mesma. O modo como eu monto a minha casa é o modo como enxergo a vida, como lido com ela."

